Mas que troço estranho esse
De usar troço
Só por achar bonito
Será que posso
Ou fico aflito
Por achar esquisito
Esse troço de achar bonito
O que eu posso fazer?
Caio Vargas
segunda-feira, 1 de julho de 2013
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Passo a frente
O que é preciso?
Eu só preciso de um cigarro
Ele atinge o alvo
De que é preciso um carro
Pra andar
Infalível
Você mesmo já pensa
Mas então
O que é preciso
Se eu já penso
Sinto
Explodo
Mas não ando
Fico no lodo
Ciscando
Sujando meus pés de beleza
Mas ainda não me sinto belo
Por inteiro
Não alcanço
Nem o primeiro tom
Canso
Uma parte de mim pensa
Que assim está bom
Fez-se um elo
Entre a combustão
E a escala de tons menores
Mas que crença!
Danço
Sapateio
Sorridente
São os meus próprios pensamentos
Que irão quebrar essa corrente
Mas que doença!
Essa história de tudo
Problema
Solução
O fim e o meio
Serem meus próprios sentimentos
Caio Vargas
Eu só preciso de um cigarro
Ele atinge o alvo
De que é preciso um carro
Pra andar
Infalível
Você mesmo já pensa
Mas então
O que é preciso
Se eu já penso
Sinto
Explodo
Mas não ando
Fico no lodo
Ciscando
Sujando meus pés de beleza
Mas ainda não me sinto belo
Por inteiro
Não alcanço
Nem o primeiro tom
Canso
Uma parte de mim pensa
Que assim está bom
Fez-se um elo
Entre a combustão
E a escala de tons menores
Mas que crença!
Danço
Sapateio
Sorridente
São os meus próprios pensamentos
Que irão quebrar essa corrente
Mas que doença!
Essa história de tudo
Problema
Solução
O fim e o meio
Serem meus próprios sentimentos
Caio Vargas
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Senhor do Mato
Ei senhor do mato
Venha pra cá para a cidade
Ei senhor do mato
Me deixa aí no seu lugar
Já vi tanta tristeza
Tanta conformação
Angústia fabricada
Eu quero o natural
Ei senhor do mato
Que feras há no matagal?
Ei senhor do mato
Se são como as da capital
São feras invisíveis
Consequentes da ganância
Será que estamos livres?
Somente o marginal
Ei senhor, tu me responde
Onde eu posso ver meus inimigos
Se os daqui ainda se escondem
Atrás de notas de papel
Tirando aquilo que é dos outros
Aquilo tudo que toda essa gente pensa
Roubando-lhes seus universos
E os jogando ao normal
Caio Vargas
Venha pra cá para a cidade
Ei senhor do mato
Me deixa aí no seu lugar
Já vi tanta tristeza
Tanta conformação
Angústia fabricada
Eu quero o natural
Ei senhor do mato
Que feras há no matagal?
Ei senhor do mato
Se são como as da capital
São feras invisíveis
Consequentes da ganância
Será que estamos livres?
Somente o marginal
Ei senhor, tu me responde
Onde eu posso ver meus inimigos
Se os daqui ainda se escondem
Atrás de notas de papel
Tirando aquilo que é dos outros
Aquilo tudo que toda essa gente pensa
Roubando-lhes seus universos
E os jogando ao normal
Caio Vargas
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Vista
Meu olhar anda cansado
Curtido
e mal pago
Apagado de nuvens
Nublado
Meu olhar não atenta
Não tenta
Não espicha
Meu olhar cabisbaixo
Cabofriense
revista
Não cabe não vence
Olhar vigarista
O meu olhar a pender
O meu olhar a perder
de vista.
André Vargas
exame de rotina
As mulheres do primeiro andar não podem explicar como já secou a água deste arroz
ou quão rápido sumiu o arroz de seus pratos
As mulheres do primeiro andar aprenderiam qualquer método
Calçariam qualquer número
Conseguiriam qualquer recibo
O primeiro andar está cheio de média e remédios
As mulheres do primeiro andar estão alagadas
Alegóricas
Mas nenhum pote às coléricas.
Coragem no ar, porque estão engraçadas...
As mulheres do primeiro andar já perderam de vista
Apenas cintilam em sua visões periféricas pequenas provas de paraíso
Mas nenhuma sombra nas américas
E, mesmo deste tamanho, o céu não se dispõe.
Exposição permanente no primeiro andar de milhares
Exposição em permanente translação
Nas melhores do primeiro andar os braços rolam lá
Longe de seus corpos, quilômetros depois de seus umbigos para serviços diversos
Do primeiro andar o ronco dessa fome histórica
Por fim
Cem mitos lucrativos
NN
ou quão rápido sumiu o arroz de seus pratos
As mulheres do primeiro andar aprenderiam qualquer método
Calçariam qualquer número
Conseguiriam qualquer recibo
O primeiro andar está cheio de média e remédios
As mulheres do primeiro andar estão alagadas
Alegóricas
Mas nenhum pote às coléricas.
Coragem no ar, porque estão engraçadas...
As mulheres do primeiro andar já perderam de vista
Apenas cintilam em sua visões periféricas pequenas provas de paraíso
Mas nenhuma sombra nas américas
E, mesmo deste tamanho, o céu não se dispõe.
Exposição permanente no primeiro andar de milhares
Exposição em permanente translação
Nas melhores do primeiro andar os braços rolam lá
Longe de seus corpos, quilômetros depois de seus umbigos para serviços diversos
Do primeiro andar o ronco dessa fome histórica
Por fim
Cem mitos lucrativos
NN
terça-feira, 2 de abril de 2013
Pousada
Eu me vi
Maluco
Num cuco da cuca
Vivendo na sociedade
Maluca
Alguém escuta?
Credo
Grito
Chuva
O infinito nos saúda
O tempo simplesmente passa
Eu de saída
Como um vinho que cai da taça
Arte contida
Sortuda
Que atravessa gereações
No olhar no olho
Das visões das quais não escolho
Vi trovões
Vi Arco-íris
E depois fechei o ferrolho
De porta fechada
Talvez a um palmo
Talvez na porta errada
Vi tudo calmo
Um estranho no ninho
Nunca sozinho
Entendendo nada
Caio Vargas
Assinar:
Postagens (Atom)