ORTIS ME EXPLICOU
QUE COM OS ÓCULOS
O X DO PENSAMENTO
É A MULTIDÃO
NOSSA MÃE ESTAVA ERRADA
ENTÃO, ORTIS, ANTES DE SAIR
AVISOU-NOS QUE TEMPO E LIBERDADE
DÃO NO MESMO QUE ÁGUA
NÃO ENTENDEMOS.
E TIVEMOS MEDO
ORTIS ERA NOSSO QUERIDO BOCEJO
MAS HOUVE ESTE DIA
HOUVE NOSSA FANTASIA
E O ESPELHO DA SALA
OS TALHERES LIMPOS
AGORA NOS DEIXAM COM FRIO
O SOM DESSES DESENHOS ANIMADOS
FAZ MAL ÀS NOSSAS BOAS BARRIGAS
E ENTÃO TEMOS SAUDADE
SAUDADE SIM, E CIÊNCIA
BONDOSA CIÊNCIA DA COCEIRA DE ORTIS
DOS OVOS DE ORTIS
CORROENDO AS ARTES E AS LERDEZAS
DE NOSSAS VERSÕES
domingo, 28 de julho de 2013
sexta-feira, 12 de julho de 2013
Mundo vasto mundo
Mundo vasto mundo
Na ponta dos pés e com braços largos
Salivando
Eu te abocanho
Mundo vasto mundo
Caiba nesse bolso vazio
Que guarda segredo
Mundo, eu te expando
Para caber meus quereres
Mundo, eu te encolho
Se preciso for
Para te engolir inteiro
Nathália Godoy
Na ponta dos pés e com braços largos
Salivando
Eu te abocanho
Mundo vasto mundo
Caiba nesse bolso vazio
Que guarda segredo
Mundo, eu te expando
Para caber meus quereres
Mundo, eu te encolho
Se preciso for
Para te engolir inteiro
Nathália Godoy
domingo, 7 de julho de 2013
Andatrilho
Mesmo-mesmo
andando a esmo
há sobrecarga
nas costas largas
nas mãos dos mesmos
que apagaram a luz
e não pagaram a conta
Não há quem julgue melhor um erro
do que aquele que sofre
aquele que vê a carne
se contorcendo
sendo, em verdade, teor do corpo
dormindoendo,
mas indo e tendo
mais gosto em ir
Para onde o caminho
É pau é pedra
e é distância a vir.
André Vargas
andando a esmo
há sobrecarga
nas costas largas
nas mãos dos mesmos
que apagaram a luz
e não pagaram a conta
Não há quem julgue melhor um erro
do que aquele que sofre
aquele que vê a carne
se contorcendo
sendo, em verdade, teor do corpo
dormindoendo,
mas indo e tendo
mais gosto em ir
Para onde o caminho
É pau é pedra
e é distância a vir.
André Vargas
terça-feira, 2 de julho de 2013
De sapato branco
Samba aqui, mulato!
bêbado
na ponta do dedo
Tocando estampido
Estampado no ato
Estica,
bonita a fita
Estaca nos calcanhares
Chapéu coco chapado
No ombro oco, cansado
Santo calafrio tremido
Temido santo encostado
Zé toca um banjo
banzado
Quebrando meio de lado
Sugando o sangue inteiro
Engasga no pardieiro
E gaita boa é dinheiro
Pandeiro
Colo de mucama
Colo de mucama
Sambando na lama
Chico cantando
É drama.
André Vargas
André Vargas
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Eu posso
Mas que troço estranho esse
De usar troço
Só por achar bonito
Será que posso
Ou fico aflito
Por achar esquisito
Esse troço de achar bonito
O que eu posso fazer?
Caio Vargas
De usar troço
Só por achar bonito
Será que posso
Ou fico aflito
Por achar esquisito
Esse troço de achar bonito
O que eu posso fazer?
Caio Vargas
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Passo a frente
O que é preciso?
Eu só preciso de um cigarro
Ele atinge o alvo
De que é preciso um carro
Pra andar
Infalível
Você mesmo já pensa
Mas então
O que é preciso
Se eu já penso
Sinto
Explodo
Mas não ando
Fico no lodo
Ciscando
Sujando meus pés de beleza
Mas ainda não me sinto belo
Por inteiro
Não alcanço
Nem o primeiro tom
Canso
Uma parte de mim pensa
Que assim está bom
Fez-se um elo
Entre a combustão
E a escala de tons menores
Mas que crença!
Danço
Sapateio
Sorridente
São os meus próprios pensamentos
Que irão quebrar essa corrente
Mas que doença!
Essa história de tudo
Problema
Solução
O fim e o meio
Serem meus próprios sentimentos
Caio Vargas
Eu só preciso de um cigarro
Ele atinge o alvo
De que é preciso um carro
Pra andar
Infalível
Você mesmo já pensa
Mas então
O que é preciso
Se eu já penso
Sinto
Explodo
Mas não ando
Fico no lodo
Ciscando
Sujando meus pés de beleza
Mas ainda não me sinto belo
Por inteiro
Não alcanço
Nem o primeiro tom
Canso
Uma parte de mim pensa
Que assim está bom
Fez-se um elo
Entre a combustão
E a escala de tons menores
Mas que crença!
Danço
Sapateio
Sorridente
São os meus próprios pensamentos
Que irão quebrar essa corrente
Mas que doença!
Essa história de tudo
Problema
Solução
O fim e o meio
Serem meus próprios sentimentos
Caio Vargas
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Senhor do Mato
Ei senhor do mato
Venha pra cá para a cidade
Ei senhor do mato
Me deixa aí no seu lugar
Já vi tanta tristeza
Tanta conformação
Angústia fabricada
Eu quero o natural
Ei senhor do mato
Que feras há no matagal?
Ei senhor do mato
Se são como as da capital
São feras invisíveis
Consequentes da ganância
Será que estamos livres?
Somente o marginal
Ei senhor, tu me responde
Onde eu posso ver meus inimigos
Se os daqui ainda se escondem
Atrás de notas de papel
Tirando aquilo que é dos outros
Aquilo tudo que toda essa gente pensa
Roubando-lhes seus universos
E os jogando ao normal
Caio Vargas
Venha pra cá para a cidade
Ei senhor do mato
Me deixa aí no seu lugar
Já vi tanta tristeza
Tanta conformação
Angústia fabricada
Eu quero o natural
Ei senhor do mato
Que feras há no matagal?
Ei senhor do mato
Se são como as da capital
São feras invisíveis
Consequentes da ganância
Será que estamos livres?
Somente o marginal
Ei senhor, tu me responde
Onde eu posso ver meus inimigos
Se os daqui ainda se escondem
Atrás de notas de papel
Tirando aquilo que é dos outros
Aquilo tudo que toda essa gente pensa
Roubando-lhes seus universos
E os jogando ao normal
Caio Vargas
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