não deixemos o amor em meio a solidão das coisas
o meu amor
defendo com um xaxado
não o quero tatuagem deste mundo
desejo antes
o amor-filhote
para cima, para baixo
carregado
bilingue a dois, nós
saber suas peças
catar o que lhe escapa
enterrar as promessas
para o sim, para o não
recarregado
um amor criado
à prova de m'água
que more na selva
sem nome sem contato
querendo seu namorado
N.N.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Goya à beira
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Dose
Um gole de aguardente
Aguardante veneno
O esperado “de repente”
De rompante condeno
Derrapante calhambeque
Alambique de feno
Transformo-me num delinquente
Delatando boleros.
Transborda a alma corrente
Grilhões de mil vis austeros
Aos teus pés descalçados
Descompassar dos cadernos
Bonitas frases rimadas
Odes ao ódio sincero
Que encerro ao cerro dos punhos
Ao serrar do visgo do erro
Canteiro de vidas jogadas
Cruel cemitério do medo
Vícios do início do vício
Suplícios do álcool que bebo.
Sou mais vivo quando erro
Mais dono quando entrego
Sou mais eu quando me nego
Soldado de chumbo
No fundo do mar
Ainda caindo.
Vou descendo vertigem
Descendendo de virgens
Decadente de origens
Dessas dos santos que fingem
E infringem dosando fuligens
Que seus mantos brancos dirigem.
Rasga-me o último gole
Amei-o...
No corpo cheio
Nu
No copo vazio
Cru
Meio que me nomeio
Um.
André Vargas
Aguardante veneno
O esperado “de repente”
De rompante condeno
Derrapante calhambeque
Alambique de feno
Transformo-me num delinquente
Delatando boleros.
Transborda a alma corrente
Grilhões de mil vis austeros
Aos teus pés descalçados
Descompassar dos cadernos
Bonitas frases rimadas
Odes ao ódio sincero
Que encerro ao cerro dos punhos
Ao serrar do visgo do erro
Canteiro de vidas jogadas
Cruel cemitério do medo
Vícios do início do vício
Suplícios do álcool que bebo.
Sou mais vivo quando erro
Mais dono quando entrego
Sou mais eu quando me nego
Soldado de chumbo
No fundo do mar
Ainda caindo.
Vou descendo vertigem
Descendendo de virgens
Decadente de origens
Dessas dos santos que fingem
E infringem dosando fuligens
Que seus mantos brancos dirigem.
Rasga-me o último gole
Amei-o...
No corpo cheio
Nu
No copo vazio
Cru
Meio que me nomeio
Um.
André Vargas
Like a oswald
ataque ao pico
fellini cheio de dente
ata que o pico
PAU
na semente
que o tal pica
explico
é pique pra gente
Neves
fellini cheio de dente
ata que o pico
PAU
na semente
que o tal pica
explico
é pique pra gente
Neves
domingo, 18 de dezembro de 2011
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Diverso
1 lembrança
2 de longe
3 para perto
4 a sentir
chegar
é o verbo
de onde mais gosto
de partir
Nenheu
2 de longe
3 para perto
4 a sentir
chegar
é o verbo
de onde mais gosto
de partir
Nenheu
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Mofo
Almofada
Mofada e estampada
Queimando a mufa cansada
Deitado, sem fazer nada
Vendo programa do Jô
Camuflada
Mudo a bermuda manchada
De gotas grandes e enlatadas
Desgostos e de um bom Nescau
Só eu e a madrugada
Drogada e sem previsão
Só eu e a madrugada
Feita de televisão.
André Vargas
Mofada e estampada
Queimando a mufa cansada
Deitado, sem fazer nada
Vendo programa do Jô
Camuflada
Mudo a bermuda manchada
De gotas grandes e enlatadas
Desgostos e de um bom Nescau
Só eu e a madrugada
Drogada e sem previsão
Só eu e a madrugada
Feita de televisão.
André Vargas
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